nov 14, 2018

A tecnologia evolui rapidamente, e os líderes das áreas de TI e desenvolvimento das empresas precisam estar sempre atentos aos movimentos estratégicos do mercado que deixam o ambiente de negócios ainda mais competitivo.

Em evento realizado em São Paulo, a consultoria Gartner listou as dez principais tendências para 2018 que se encaixam na chamada “Malha Digital inteligente”, um conjunto de dispositivos, usuários, informações e serviços que estão dinamicamente interconectados.

Se você é responsável pela área ou contribui diretamente para as decisões de tecnologia na sua empresa, confira o que esperar do ano que vem:

 

  1. Base em Inteligência Artirficial
    Com a evolução das técnicas de inteligência artificial, as empresas precisam investir em habilidades, processos e ferramentas que explorarem com êxito essas técnicas e criem sistemas aprimorados da tecnologia. Logo, a criação de sistemas que possam aprender, adaptar-se e potencialmente atuar de forma autônoma será um campo importante para fornecedores de tecnologia até 2020.
    Além disso, a capacidade de usar a inteligência artificial para aprimorar a tomada de decisões, reinventar modelos de negócios e ecossistemas e refazer a experiência do cliente tende a recompensar e justificar o investimento nas iniciativas digitais até 2025.
  2. Aplicativos inteligentes e Analytics
    Ao longo dos próximos anos, praticamente todos os aplicativos e serviços terão algum nível de inteligência artificial incorporado. Esses apps inteligentes permitem criar uma nova camada intermediária entre pessoas e sistemas e têm o potencial de transformar a natureza do trabalho e a estrutura do local, aumentando a atividade humana ao invés de subtraí-la dos processos.
    Junto com os aplicativos inteligentes tem o conceito de “analytics aumentada”. Trata-se de uma nova área com potencial de crescimento estratégico que utiliza o aprendizado de máquina para automatizar a preparação de dados, a descoberta de insights e a troca de informações entre uma ampla gama de usuários empresariais, trabalhadores operacionais e cientistas de dados
  3. Coisas Inteligentes
    As chamadas ‘coisas inteligentes’ são objetos físicos que vão além da execução de modelos de programação rígidos para explorar a inteligência artificial, caso dos veículos autônomos, robôs e drones. Essas ‘coisas’ são capazes de oferecer comportamentos avançados e interagir mais naturalmente com seus arredores e também com as pessoas.
  4. Gêmeos digitais
    Os “gêmeos digitais”, ou “digital twins”, se referem à representação digital de uma entidade ou sistema do mundo real, sendo que a inovação busca entender o estado do produto ou sistema, responder a mudanças, melhorar as operações e agregar valor. Quem mais deve ser beneficiado com essa tecnologia são os comerciantes digitais, os profissionais da saúde e os planejadores industriais.
    Essa tecnologia no contexto de projetos de IoT é promissora para os próximos cinco anos e, quando bem projetados, os gêmeos digitais podem melhorar a tomada de decisões empresariais.
  5. Plataformas conversacionais
    As plataformas conversacionais impulsionarão a próxima grande mudança de paradigma na forma como os humanos interagem com o mundo digital. Com essa tecnologia, a tarefa de traduzir uma ação muda do usuário para o computador. Basicamente, a plataforma pega um comando do usuário e responde executando algumas funções, apresentando conteúdos ou solicitando uma entrada adicional.
    A tendência é de que, nos próximos anos, as interfaces conversacionais se tornem um objetivo principal de design para a interação do usuário e serão entregues em hardware dedicado, recursos de sistema operacional, plataformas e aplicativos.
    Por outro lado, o principal desafio que as plataformas conversacionais enfrentam é que os usuários devem se comunicar de forma muito estruturada, e esta é muitas vezes uma experiência frustrante.
  6. Experiência Imersiva
    Enquanto as interfaces conversacionais estão mudando a forma como as pessoas controlam o mundo digital, as realidades virtuais, aumentadas e mistas estão mudando a maneira como as pessoas percebem e interagem com o mundo digital. O mercado da realidade virtual e realidade aumentada ainda é jovem e fragmentado, mas o interesse é alto, resultando em muitas aplicações de novidades com pouco valor comercial real fora do entretenimento avançado, como videogames e vídeos de 360 graus.
    Para gerar benefícios empresariais reais, as empresas devem examinar cenários específicos da vida real nos quais as realidades virtual e aumentada possam ser aplicadas para tornar os funcionários mais produtivos e aprimorar os processos de design, treinamento e visualização.
  7. Blockchain
    O blockchain é conhecido, principalmente, por ser a base para a circulação das moedas digitais. No entanto, ele está evoluindo para uma plataforma de transformação digital, que oferece uma mudança radical dos atuais mecanismos centralizados de transação e manutenção de registros e podem servir como base de negócios digitais disruptivos tanto para empresas estabelecidas quanto para startups.
    A tecnologia tem vários potenciais de aplicações, incluindo áreas do governo, saúde, fabricação, distribuição de mídia, verificação de identidade, registro de títulos e cadeia de suprimentos.
  8. Event driven

A maior vantagem de digitalizar os negócios é a ideia de que a empresa está sempre sendo monitorada e pronta para explorar novos momentos comerciais digitais. Esses eventos de negócios podem ser qualquer coisa que seja percebida digitalmente, refletindo a descoberta de condições importantes ou mudanças de cenários, por exemplo, a conclusão de uma ordem de compra ou desembarque de uma aeronave.
Com o uso de agentes de eventos, como IoT, Cloud Computing, blockchain, gerenciamento de dados na memória e inteligência artificial, eventos comerciais podem ser detectados mais rapidamente e analisados com maiores detalhes.

  1. Risco adaptativo contínuo e de confiança

Para ativar de forma segura as iniciativas de negócios digitais, os líderes de segurança e gerenciamento de riscos devem adotar uma abordagem de avaliação contínua de risco adaptativo e de confiança, também conhecida como “CARTA” (Continuous Adaptive Risk and Trust Assesment, em inglês). O objetivo é permitir a tomada de decisões em tempo real, com base no risco e na confiança e com o uso de respostas adaptativas.  Idealmente, a infraestrutura de segurança deve ser adaptável em todos os lugares, para abraçar as oportunidades e gerenciar os riscos que se movem à velocidade do negócio digital.

  1. Edge Computing
    A “Edge Computing” é um tipo de computação em que o processamento de informações e a coleta e entrega de conteúdo são colocados perto das fontes dos dados que podem ser sensíveis para o negócio.  Embora muita gente ainda veja a modalidade de nuvem e o conceito ‘edge’ como concorrentes, a nuvem é um estilo de computação no qual as capacidades de tecnologia escaláveis são entregues como um serviço e impõem modelo centralizado. Quando essas tecnologias são tratadas de forma complementares, a nuvem pode ser usada para criar um formato orientado a serviços e uma estrutura centralizada de controle e coordenação, enquanto a edge permite a execução de processos desconectados ou distribuídos do serviço na nuvem.

Fonte: Olhar Digital.

Tags: ,

0 Comentários

Deixe um Comentário