jun 13, 2021

A globalização aproximou países e estimulou parcerias internacionais em negócios. No setor financeiro, contudo, esses extremos se acercam junto com a evolução tecnológica e atualização das normas administrativas de cada país. Em operação desde março no Brasil, a Ripple, conhecida por desenvolver a criptomoeda XRP, oferece soluções baseadas em blockchain para envio de dinheiro globalmente com mais eficiência e economia. A empresa norte-americana promete reduzir o tempo das transações de três dias para dois minutos.

De acordo com Eric van Miltenburg, vice-presidente global de operações, cerca de 6% das operações financeiras tradicionais entre países dão errado por falta de segurança.

“É mais fácil colocar o dinheiro em uma bolsa e pegar um avião do que fazer uma transferência normal. Com o blockchain, sabemos que o dinheiro está saindo de um país e chegando ao outro porque a comunicação entre as instituições é direta e também criptografada”, explica o executivo norte-americano.

Além disso, os clientes têm conhecimento prévio das tarifas a serem pagas, status e demais informações de pagamento. “Utilizamos a tecnologia da XRP para garantir mais eficiência em nossa solução de blockchain”, diz Miltenburg.

Nas transações financeiras globais tradicionais, por outro lado, o dinheiro sai do país de origem após ser convertido e chega ao beneficiário por transferência local, com o apoio de parceiros da instituição bancária — também chamados de intermediários.

Miltenburg não possui uma média de redução de custos para o consumidor, mas destaca que a BeeTech derrubou as taxas para transferências internacionais de US$ 20 para US$ 2 após adotar a RippleNet, como é chamada a rede de remessas de valores da companhia.

Expertise em tecnologia

Apesar da Ripple ser conhecida pela criptomoeda, Miltenburg afirma que a companhia não controla as operações da XRP, apenas utiliza o ativo para capitalizar o negócio e não precisar de crédito. “Utilizamos a tecnologia da moeda digital para garantir eficiência e agilidade à solução de blockchain”, destaca.

Na avaliação de Luiz Antonio Sacco, diretor-geral da Ripple para o Brasil e América do Sul, a regulação brasileira está mais acessível para o blockchain, o que favorece a evolução do setor financeiro e revela o potencial do país para a companhia. “Cerca de 30% de nossas operações são realizadas aqui”, calcula o diretor.

Dada a representatividade do país no setor de blockchain, a companhia firmou no ano passado parcerias com a USP e a FGV para apoio à pesquisa e inovação em pagamentos digitais e criptomoedas. Atualmente, há mais de 15 projetos em andamento nos cursos de direito, economia, negócios e engenharia.

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