nov 13, 2018

O Banco Nacional do Desenvolvimento – BNDES tem investido na tecnologia Blockchain, promovendo maior celeridade às transformações nos modelos de negócios recentemente ocorridas no setor financeiro nacional. Como resultado da aposta, a parceria com o banco alemão KFW para o aprimoramento do software TruBudget, baseado em Blockchain e com vistas a aprimorar a transparência e a eficiência em projetos de financiamento, já resultou em uma prova de conceito, realizada na primeira quinzena de maio.

O projeto contemplado com os trabalhos em Blockchain foi o do Fundo Amazônia, do qual o KFW é um dos doadores, e teve como mote ampliar o controle do ciclo de vida das operações financeiras não reembolsáveis. Nos fluxos transacionais, a informação é compartilhada por uma rede permissionada, o que garante redução de custos com auditorias entre clientes e doadores.

No entanto, uma dificuldade foi encontrada: não era possível identificar e comprovar nos blocos para onde o dinheiro estava indo. Com o apoio do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação – ITI, o problema foi superado ao transacionar com certificado digital de pessoa jurídica e realizar registros públicos em Blockchain nas operações diretas, uma vez que as indiretas não envolvem os agentes financeiros privados. Com isso, os fluxos dos montantes transacionados são plenamente identificados nos blocos.

“Em março, o ITI visitou o BNDES e comprometeu-se ao diálogo entre as áreas técnicas das duas instituições. Nosso intuito, além de subsidiar instituições públicas com a expertise em identificação e assinatura digital, é fazer com o que o ITI esteja presente nos debates sobre Blockchain. Trata-se de uma promissora tecnologia que em muito ajudará na modernização das já eficientes formas de transação eletrônica no Brasil e, por isso, nos cabe atuar em projetos como o do BNDES, em pesquisas e em soluções. Certificação Digital ICP-Brasil e Blockchain podem coexistir no universo das TIC, validando juridicamente as transações, possibilitando transparência e credibilidade”, comentou o diretor-presidente do ITI Gastão José de Oliveira Ramos.

Fonte: ITI.

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